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Edulcorantes na Infância
Autor(a):Flávia De Conti
Data:16/1/2009

Edulcorantes na Infância

Sabe-se que o consumo de edulcorantes dietéticos durante a infância não é recomendado. Isso porque são insuficientes os estudos conclusivos sobre os efeitos desta prática no crescimento e desenvolvimento da criança.  Algumas pesquisas já demonstraram uma associação entre o uso de aspartame e convulsões em crianças. Além disso, devido ao peso inferior, existe um alto risco de as doses diárias máximas serem ultrapassadas.

Mas será que nossas mães andam lendo o que compram para seus filhos comerem? Pior ainda, será que, nós profissionais da saúde, estamos atendo às orientações dadas a estas mães?

Segundo a Resolução no 18, de 24 de Março de 2008 que dispõe sobre o uso de aditivos edulcorante em alimentos, fica restrito o uso de edulcorantes ao alimentos em que se faz necessária a substituição parcial ou total do açúcar, com as seguintes finalidades: perda de peso, dietas com ingestão controlada ou com restrição de açúcares. Ou ainda quando há atributos como “não contém açúcares”, “sem adição de açúcares, “baixo em açúcar”, “reduzido em açúcares”, “baixo em valor energético” ou “reduzido em valores energético”.

Entretanto, o que encontramos por ai é uma realidade bem diferente. Muitos produtos que usualmente são consumidos por crianças contêm ciclamato, aspartame, sacarina. Sem falar no “boom” da ingestão de bebidas “zero” mesmo neste grupo populacional.

É o caso, por exemplo, das gelatinas. Diversas marcas apresentam quantidades significativas destes aditivos e, por falta de hábito de leitura de rótulos, este fato acaba passando despercebido pela população em geral, e muitas vezes, por profissionais da saúde.

Na resolução supracitada, não existe nenhuma menção sobre o uso de edulcorantes na categoria de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância.

No caso das gelatinas, tomadas como exemplo, este não é um produto destinado a esta população em específico. Contudo, é um alimento muito consumido pelas crianças. O mesmo ocorre com balas, alguns doces...

Pensando em termo de responsabilidade, cabe então a nós, pediatras, nutricionistas, entre outros, a devida orientação destas mães, que muitas vezes acham que estão fazendo o melhor para seus filhos, mas pela simples falta de informação, não estão.

Por que não conscientizá-las que os refrigerantes “zero” não é um produto para as crianças? Que se o problema é a quantidade de açúcar existente nos refrigerantes normais, elas podem então substituir por outra bebida? Ou ainda, que um refrigerante, de vez em quando, não faz mal para ninguém?

 
 
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