Estamos aqui hoje para conversarmos sobre as últimas notícias sobre a epidemia da obesidade infantil, bem como, sobre uma nova forma de pensar a respeito do problema, que poderá ser útil aos profissionais da saúde, dando uma nova “pontinha” de esperança.
Primeiro, as notícias. Um grande estudo publicado recentemente no British Medical Journal constatou que jovens adultos do sexo masculino que tinham sobrepeso aos 18 anos apresentaram iguais probabilidades de fumantes “leves” de morrer aos 60 anos. Para aqueles adolescentes obesos, estes tinham as mesmas chances de morrer que um fumante extremamente ativo, sendo estas chances duas vezes superiores que em adolescentes não obesos ou não fumantes. O estudo acompanhou as taxas de mortalidade de mais de 45.000 homens suecos ao longo de 38 anos.
Sabe-se que os hábitos saudáveis são estabelecidos no início da vida. Se um adolescente hoje é um fumante, ou está com sobrepeso ou é obeso, seria uma boa idéia então ajudarmos esta população a mudar seus hábitos de vida a partir de agora.
A vasta maioria dos esforços públicos e privados para o combate da epidemia da obesidade infantil é a orientação de atitudes saudáveis à população (por exemplo, a importância de um estilo de vida saudável, incluindo dieta). Entretanto, um estudo da Universidade de Illinois publicado no periódico Obesity sugere que campanhas de saúde pública que estimulam a prática de exercício físico aparentemente levam as pessoas a comerem mais.
No estudo, pessoas que haviam visto pôsteres sugerindo que eles fossem às academias ou que saíssem para uma caminhada comeram mais após a visualização do pôster do que aquelas pessoas que viram pôsteres com mensagens de amizade ou de estar em grupo.
Estas campanhas de saúde pública têm o hábito de tentar mudar um comportamento por vez. Contudo, é necessário termos cuidado, visto que qualquer comunicação tem o poder de influenciar não apenas um comportamento existente, mas também outros que podem estar, de algum maneira, remotamente relacionados.
Na tentativa de desenvolver um novo padrão no manejo da obesidade infantil, um grupo de especialistas liderados por pesquisadores e clínicos dos Estados Unidos publicou um artigo sobre “Sete Passos Para o Sucesso”, definindo estratégias de intervenção de intensidade crescente para pais e profissionais da saúde. Estes passos são: manejo médico, educação, mudanças ambientais, suporte em grupo, terapia cognitivo-comportamental e cirurgia bariátrica.
Segundo os autores, esta abordagem lógica poderá ajudar os pais e os profissionais a escolherem o tratamento adequado para a criança.
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