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CASO CLÍNICO - UMA CRIANÇA QUE NÃO COME
Autor(a):MAURO E GRUPO GENAF
Data:10/4/2009

CASO CLÍNICO - UMA CRIANÇA QUE NÃO COME

Um caso clinico que foi discutido no ultimo GENAF, sobre a criança que não come...qual seria a sua conduta? qual a sua opinião... mande sua colaboração para o nosso email nutrociencia@nutrociencia.com.br CASO CLÍNICO idade: 2 anos e 2 meses peso: 13kg +-75cm Nasceu com 41 semanas e 1/2. Foi amamentado até o 8º mês. As frutas foram introduzidas no 4º mes. No 5º mês, iniciou com as papinhas. A criança experimentavatodos os alimentos sólidos separadamente. Em outubro de 2008, a mãe engravidou. Em janeiro a criança começou a tornar-se mais seletiva e em Fevereiro foi quando iniciou na escolinha. Atualmente, depois destas mudanças, a criança só come arroz branco e ovos. As mamadeiras continuam sendo 1 de manhã, 1 à tarde e 1 às vezes à noite Nunca substitui a comida por esta. A mamadeira é feita com leite em pó integral e nunca se tentou dar à criança leite no copo, mesmo tomando os sucos no copo normalmente. Na hora das refeições há todos os tipos de comidas e saladas que são oferecidas, mas ela recusa. As vezes a criança nem janta porque bebe muito suco e não tem fome. Aí acorda de madrugada querendo a mamadeira. A mãe, assim o faz. O grupo propõe a seguinte conduta : Determinar hora e alimentos no cardápio da criança. Oferecer à ela um prato mais atrativo, elaborado. Mudar os utensílio com cores, desenhos, formatos, para estimular o visual. Tentar, algumas vezes, fazer a criança almoçar na escola com os amiguinhos para observar o comportamento se é igual ao de casa fazer a criança participar da preparação da comida, manipulando os alimentos como uma forma lúdica de ensiná-lo. Decorar o prato. Tentar servir a mamadeira, às vezes, no copo.

 Qual a sua opinião???

 
 
Comentários a respeito do tema
De:Flavia Correa da Costa 16-04-2009
Acredito que neste caso, além das orientações apresentadas pelo grupo, deve-se observar o comportamento nutricional dos familiares e da escolinha desta criança pois o exemplo e as escolhas pessoais dos cuidadores desta criança é que podem estar sendo responsáveis por tal quadro.
De:Roberta Ursaia 16-04-2009
Evitar oferecer sucos nas refeições, se a criança pedir muito oferecer somente após o término da refeição Avaliar a quantidade de leite que está sendo oferecida diariamente para checar se o valor calórico proveniente deste alimento está atrapalhando o apetite para as outras refeições. Achei super interessante discutir casos desta forma, uma ótima maneira de enriquecer o trabalho de todos.
De:Rita Silva- Portugal 10-04-2009
Sou estudante de Ciencias da Nutriçao em Portugal, segundo ano, aluna do Prof Sergio. Recebo os vossos mails porque estou registrada no site da nutrociencia, e acho muito interessante e cativante ler as noticias da nutriçao na actualidade. O ultimo mail que recebi achei muito intrigante, e como tal estive a ler uns livros e decidi responder. Peço contudo que tenha em consideração que ainda nao acabei o curso, e sou apenas uma estudante curiosa! Apesar da alimentaçao que faz, a criança encontra-se dentro da media, tanto para o peso como para a estatura (sendo que esta ultima esteja ligeiramente abaixo). Actualmente come ovos e arroz, alem do leite da mamadeira, o que faz com que estejam a faltar todas as vitaminas necessarias. Na minha opiniao penso que se devia considerar os seguintes pontos: - determinar horas para cada refeiçao, e estabelecer pratos especificos para cada uma, de modo a que o organismo da criança se consiga adpatar à mudança, e consiga aceitá-la. Saltar uma refeição e comer mais tarde nao pode ser uma opçao. - a criança tem de aprender a comer e a ter habitos alimentares saudaveis, por isso talvez a ida a um nutricionista especializado, juntamente com a mão que tambem deve aprender como ensinar o filho a comer, nao seja má ideia. - tentar fazer com que a criança coma mais vezes perto das outras crianças, que estejam a comer o que ela devia comer, para que ela sinta segurança e sinta que pode mudar a alimentação. O contacto com as outras crianças é muito importante na idade dela. - as mamadeiras, a partir do 3º ou 4º mês deviam começar a diminuir de quantidade e de numero de tomas, de modo a que a criança se liberte deste habito de uma forma nao repentina. Agradecia que me pudessem dizer depois como se resolveu o caso clinico, se fosse possivel, já que por razões obvias nao vou poder comparecer no workshop.
De:Bianca Bitencourt 10-04-2009
Olá Dr. Mauro e GENAF! Meu nome é Bianca, sou nutricionista. Ao apreciar a descrição do caso e condutas propostas tive alguns pensamentos que espero possam representar alguma contribuição. Creio que do ponto de vista nutricional as iniciativas propostas podem permitir uma reaproximação com os alimentos, talvez até sem a obrigatoriedade do consumo num primeiro momento, de forma que sejam imersos em contextos positivos, favorecendo a (re)construção de uma boa relação com os alimentos. Desta forma, entendo que pretende-se amenizar a monotonia alimentar atual e possíveis carências nutricionais e/ou impactos negativos nos processos de crescimento e desenvolvimento. A atitude de não comer é comum em certas faixas etárias, no entanto, alguns questionamentos poderão ser de grande valia para a eficácia destas propostas. Primeiro, levando em consideração que atitudes podem ser maneiras de comunicação, o que a criança poderia estar comunicando por esta atitude? É importante investigar a estrutura familiar (qual o lugar da criança na família antes e após a chegada de um irmãozinho, por exemplo, ou como foi tratada a ida para a escolinha? Como é a atitude dos pais em relação às recusas do filho?). Deste modo é possível contextualizar as condutas e procurar um modo mais adequado de abordar a criança para estimular a mudança de atitude em relação aos alimentos e não algo que reforçe a atitude atual. O olhar de um profissional da psicologia (quem sabe da própria escolinha) seria o mais apropriado para abordar estas questões junto à criança-família. Agradeço a oportunidade de expressar meu ponto de vista.
De:Raquel Mendes 10-04-2009
Na minha opinião os procedimentos estão corretos, colocar horários e ter com quem sentar a mesa para comer é um estimulo para criança, fazer uma reeducação alimentar e equilibrar o consumo excessivo de líquido também, mas para acrescentar, deve-se lembrar da questão afetiva. Muitas crianças sentem frustada ao perder um pouco a atenção dos pais e familiares para o irmão mais novo. Os pais também devem mostrar a criança que a família está aumentando, mas não vão deixar de amá-la
De:Giovana Punaro 10-04-2009
achei a atitude do grupo acertada, mas acho q faltou ver o lado psicologico da criança. Pelo q entendi a mae esta gravida, é isso? Entao a mãe tem que mostrar para essa criança que ela nao perdeu o espaço dela no coraçao da mae, pois acredito que ela esta tentando chamar um pouco a atençao. A mae precisa dar muita atençao a essa criança, ficar + tempo com ela, fazer as preparaçoes na cozinha e mostrar que o bebe nao mudou em nada a relaçao das duas.
De:Fabiana Ribeiro 10-04-2009
Concordo com as opções de oferecer pratos mais atrativos e elaborados e acrescentaria a opção de continuar oferecendo aqueles alimentos que a mãe acredita ter recusa por parte da criança Verificar a alimentação escolar tbém é imprescindível Tiraria a mamadeira da tarde e ofereceria uma fruta ou um iorgute Tiraria o suco da hora do jantar Questionaria como e qual é o esquema alimentar dos pais, e se eles fazem as refeições com a criança. Verificaria se a mãe mudou a alimentação dela ou da criança, quando engravidou. Só não compreendi qual a influência em oferecer a mamadeira no copo pode ter com relação a alimentação da criança???
De:Ivani S. Chaves 10-04-2009
Além de todas as sugestões dadas pelo grupo eu acrescentaria o acompanhamento psicológico não apenas da criança, mas da mãe e da família de forma geral, pois me parece que as dificuldades surgiram quando da segunda gestação o que pode ter tido uma interferência "invisível".
De:Mara Pusch 10-04-2009
Psico pode opinar???? Bom já opinando: Qual o sexo da criança? Como foi o desmame? A mãe desejava a segunda gravidez? Quem cuidava da criança? O que aconteceu em janeiro de diferente? Ela ainda usa fralda? Como é a alimentação desta família (tem alguma neura com peso, são normais, etc). Com estas informações me sinto mais segura em opinar, mas de “bate pronto” : Me parece que a criança esta “negando” um pouco sua oralidade e me dá a sensação que esta mãe está distante afetivamente. O alimento é o símbolo de cuidado para as crianças. Acho ótimas estas dicas porém a mãe deverá estimular, estar presente ás refeições, não é só a comida mas o que ela representa. Porque vocês acham importante a tirada da mamadeira de leite (transição para o copo)? Me parece que neste momento a mamadeira pode ser interessante por isso não recomendaria sua retirada. Até porque teve a entrada a escola e agora nascerá outro bebê, o que pode fazer com que ela regrida e peça a mamadeira novamente, não acho que esta atitude de tirar a mamadeira seja interessante. Tantas mudanças para ela, pra que mais uma? Outra coisa porque se oferece muito suco? As vezes quando esta criança começa ficar chorosa esta mãe oferece os líquidos em vez de dar atenção afetiva, e é claro que barriga cheia de água não cabe comida!
De:Ariane Souza 10-04-2009
Minha opinião, seguiria a conduta do grupo e acrescentaria mais três condutas: - Verificar como está a relação da mãe e da família com essa criança, pois ela pode está querendo atenção, devido as mudanças recentes que acontecerão em sua vida; - Verificar as consistências dos alimentos, observando a aceitação da criança; - Investir na troca da mamadeira pelo copo, se preciso usar o auxílio da colher, e aos pouco retirar totalmente o uso dessa mamadeira.
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