Aumento dos preços e redução da obesidade?
O aumento do consumo de alimentos ricos em gorduras, o aumento da prevalência da obesidade e as estimativas de despesas médicas relacionadas com a obesidade, trouxeram à tona a questão se os impostos sobre os alimentos e/ou subsídios poderiam ser utilizados como instrumentos políticos na saúde pública com a finalidade de reduzir ou frear a incidência da obesidade.
O uso da política do preço dos alimentos começou a receber atenção, pois foi contatado que o “preço calórico” é muito menor em itens alimentares de alta densidade energética quando comparados aos alimentos naturais.
A idéia de se utilizar a política de preços no combate à obesidade é a de alterar os preços dos alimentos não saudáveis com a esperança de resultar em mudanças nos padrões de consumo.
Será que este política fiscal iria ajudar na epidemia da obesidade? Se sim, quanto de aumento nas taxas e/ou subsídios seria necessário para resultar em efeitos mensuráveis no peso de uma população?
Em estudo de revisão publicado recentemente foi demonstrado que a pequena elevação em taxas e subsídios não esteve relacionada com mudanças significativas no índice de massa corpórea ou na prevalência da obesidade. Na análise, apenas 9 publicações foram utilizadas, devido aos critérios de inclusão propostos pelo trabalho.
Porém, esta intervenção nada trivial poderia apresentar efeitos no peso dos americanos, por exemplo, principalmente em crianças e adolescentes. Embora tal política tenha apresentado um pequeno impacto sobre o comportamento individual, a intervenção via aumento nas taxas e/ou subsídios poderia ter um grande impacto na população, quando aplicada globalmente.
Deixe sua opinião sobre o assunto:
Você concorda com o aumento nos impostos sobre os alimentos conhecidos como “não saudáveis” como uma forma de mudar o consumo de uma população, levando, consequentemente, a uma alimentação mais natural e provavelmente a uma redução na prevalência da obesidade? |