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Saiba por que crianças com menos de 1 ano não devem tomar suco de frutas

Em 2012, a Sociedade Brasileira de Pediatria entrou em consenso: crianças não devem ingerir sucos de frutas, em especial os menores de 1 ano. Saiba por quê!

Por 1News Brasil-15 de agosto de 2018

 

 

A ideia de que o bebê deve se alimentar somente com leite materno nos seis primeiros meses de vida, não pode ser estendida sobre dar sucos de frutas para crianças menores de 1 ano de idade. Muitas pessoas se enganam, pois eles são gostosos, naturais e tem fácil ingestão.

“Ao dar o suco, a mãe está perdendo a chance de dar fruta para o filho, que tem maior concentração de fibras, vitaminas e estimula a mastigação”, disse o pediatra Mauro Fisberg, que é coordenador do Centro de Dificuldades Alimentares do Hospital Infantil Sabará, localizado na capital paulista.

Esse problema se dá quando a mãe dá suco no lugar da fruta, substituindo até a água ou uma refeição somente com esse preparo. Com essa constatação, a Sociedade Brasileira de Pediatria colocou em seu manual de alimentação a recomendação de evitar a ingestão de sucos naturais para crianças com mais de seis meses.

“O suco não é proibido, mas o seu consumo exagerado toma o lugar de outros alimentos”, diz Fisberg, que foi um dos responsáveis pela elaboração do documento. Além disso, a ingestão de sucos aumenta o consumo de calorias e apenas beber não estimula funções que são importantes em seu desenvolvimento, como a mastigação e a deglutição.

Quando estiver em uma festa, por exemplo, ou outra situação em que isso seja inevitável, é recomendável dar sucos naturais no lugar de sucos industrializados e dos 'terríveis' refrigerantes.

O primeiro contato da criança com uma fruta pode ser no mínimo estranho, mas isso não é justificativa para que sejam trocados por sucos. Há as opções de raspar ou amassar as frutas e também começar pelos que são fáceis de serem consumidos.

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Ganho de peso do bebê no primeiro ano de vida: o que você precisa saber

Por Luísa Massa

27 abr 2018, 19h56 - Publicado em 5 abr 2018, 15h31

 

 

Será que o meu filho está engordando e crescendo como deveria? Essa é uma das principais dúvidas que os pais têm – especialmente no primeiro ano de vida do bebê. E é claro que tudo começa no momento em que a criança chega ao mundo, mas é preciso lembrar que muitos fatores estão relacionados como a semana gestacional em que a mãe deu à luz e se o pequeno apresenta algum problema de saúde.

“Em média, consideramos que o peso do nascimento deve ser acima de 3 quilos e abaixo de 4. Esse seria o valor esperado, mas normalmente entre 2 quilos e meio e 3 temos o conceito de normal ou até insuficiente – depende muito de cada caso”, explica Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo, coordenador do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi do Hospital Infantil Sabará e professor da UNIFESP.

Entretanto, os médicos não costumam olhar apenas para a balança. Outros condições também são verificadas para acompanhar o desenvolvimento como, por exemplo, o perímetro cefálico e a estatura. “Quando focamos exclusivamente no peso, presumimos que todas as crianças têm a mesma evolução e isso não acontece”, ressalta Moises Chencinski, membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo e idealizador do movimento “Eu Apoio Leite Materno”.

O bebê será avaliado com precisão pela equipe médica quando nascer abaixo ou acima do número esperado. Isto porque ele pode, sim, ter alguma alteração metabólica, pressão alta ou outra enfermidade que exige cuidados específicos. Nesses casos, a glicemia do recém-nascido é medida porque há maior propensão para desenvolver a hipoglicemia neonatal – classificada por doses baixas de açúcar no sangue. Vale lembrar que se a mãe teve diabetes gestacional, também há mais chances do filho chegar ao mundo mais gordinho.

Perda de peso nos primeiros dias

Não, os pais não precisam ficar assustados, mas é importante que eles saibam que no início da vida o bebê vai emagrecer. Isso acontece principalmente por causa da perda de líquidos, que faz com que ele desinche. “Normalmente, a criança reduz em torno de 10% do peso corporal, depois esse número volta a subir. No útero, ela está em um ambiente de troca constante com a placenta e, quando nasce, acaba passando por essa adaptação”, comenta Fisberg.

Moises Chencinski acrescenta que, em geral, isso acontece do terceiro ao quarto dia de vida e depois a situação é estabilizada por volta do 7º ao 10º dia. No começo, a amamentação também pode interferir nessa questão. “O leite da primeira semana se chama colostro. Ele é produzido em menor quantidade, mas é mais concentrado, rico em anticorpos que vão ajudar a colonizar o intestino. No estômago do recém-nascido cabe 5 mL de leite materno nos primeiros dias”, reforça.

Quando a perda de peso deve se tornar uma preocupação?

Muitos pais ficam aflitos na hora de pesar o filhote, com receio de que ele não esteja se desenvolvendo bem. Mas é essencial manter a calma e ter um diálogo aberto com o pediatra, que avaliará todos os sinais clínicos e também fará uma análise dentro da curva de crescimento. Como foi dito anteriormente, os médicos associarão o número da balança com outros fatores – como o aspecto da urina e das fezes.

“Antigamente, diziam que o bebê tinha que ganhar 30 gramas por dia e isso não é mais uma expectativa hoje. Tudo depende. Me preocupa mais uma mudança brusca do ritmo: uma criança que engorda muito de uma vez do que outra que ganha peso gradualmente. É claro que precisamos afastar possíveis problemas como técnica de mamar errada, falta de rede de apoio, entre outros”, explica o membro da SBP.

Também por esse motivo, as consultas com o especialista são tão importantes: ele identificará se algo estiver errado e passará as orientações corretas. Assim, se os pais desconfiarem que o filho está engordando ou emagrecendo muito, devem entrar em contato com o médico o quanto antes. “O pediatra vai avaliar a amamentação, a alimentação, a suplementação de vitaminas, o ritmo intestinal e urinário, o sono, a medida do perímetro cefálico e toráxico”, exemplifica Moises.

Estimativa

Os médicos dizem que, normalmente, o ganho de peso do bebê dobra entre o quarto e o quinto mês de vida. Quando o pequeno completa um ano, esse número triplica. “Cada criança tem uma curva individual, que avalia mês a mês o que ela engordou em relação aos dados da população brasileira. E existe, sim, uma variação e há desvios esperados – tanto para cima quanto para baixo. Não basta pesar, tem que medir e interpretar”, ressalta o pediatra do Hospital Sabará.

Leite Materno, fórmulas e comidas

Obviamente, o ganho de peso do bebê está relacionado com a nutrição. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a amamentação seja exclusiva até os seis meses e, depois desse período, complementada por comidinhas até os 2 anos ou mais. “Hoje, não podemos dizer que as crianças que mamam no peito engordam mais do que as que tomam fórmulas. Mas é preciso saber se elas tomam no volume adequado”, afirma Fisberg.

Apesar disso, todos os fatores devem ser analisados pelo pediatra, pois cada um reage de uma maneira diferente. Chencinski comenta que as fórmulas nem sempre são favoráveis para a flora e podem diminuir o ritmo intestinal. Como não se trata de um leite próprio da espécie humana, há chance do pequeno ter gases, engordar ou até emagrecer se ele não for bem digerido.

Já quando as comidas são introduzidas na dieta, ele diminui a ingestão do leite – seja materno ou artificial. “Normalmente, tem uma desaceleração leve que faz com que o ganho do peso seja um pouco menor no segundo semestre”, informa o professor da UNIFESP. Ao completar o primeiro aniversário, a estimativa que é essa velocidade reduza ainda mais.

“A média é receber no primeiro semestre 4 quilos e 17 centímetros e, no segundo, 2 quilos e 8 centímetros. Esses são os pontos da curva e levam como parâmetro o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês. Ao introduzir a comida, o bebê passa a ganhar a metade do peso a da estatura. A introdução alimentar deve ser feita com calma, conhecendo a criança”, ressalta Moises.

Menino x Menina

E será que o número da balança está relacionado com o sexo do bebê? Os especialistas dizem que, mesmo sutil, percebem uma diferença: os garotos tendem a nascer pesando mais do que as garotas. “Mas isso é pouco significativo. Temos o gráfico feminino e masculino, só que é importante avaliar a evolução dos parâmetros de peso, comprimento e perímetro cefálico. Acompanhamos todos esses fatores”, explica Chencinski.

Fonte: bebe.com.br

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