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Obesidade grave na infância prediz alto risco de obesidade na idade adulta.

Atualizado: 30 de abr. de 2019


Crédito da Foto: Getty images

As crianças obesas aos 2 anos apresentam uma probabilidade de 75% de serem obesas na idade de 35 anos.


Embora a atual epidemia de obesidade em crianças e adultos tem sido bem documentada, pouco se sabe sobre os riscos da obesidade a longo prazo, levando em consideração a idade atual e o peso das crianças. Um estudo publicado no The New England Journal of Medicine, em novembro de 2017, desenvolveu um modelo de simulação para estimar o risco de obesidade aos 35 anos na população atual de crianças dos Estados Unidos. Os autores analisaram o IMC (Índice de Massa Corporal) de 42.000 crianças e adolescentes, com idade entre 2 e 19 anos, e adultos. A obesidade grave foi definida como IMC ≥35 em adultos e ≥120% do percentil 95 para a idade em crianças.


Entre as descobertas e previsões do modelo:

  • Com base nos níveis atuais de IMC, 57% das crianças serão obesas na idade de 35 anos.

  • A prevalência da obesidade aumentou dos 2 aos 19 anos.

  • Entre as crianças obesas, a probabilidade de obesidade aos 35 anos aumentou de 75% em crianças de 2 anos para 88% em jovens de 19 anos.

  • Entre as crianças eutróficas, a probabilidade de obesidade aos 35 anos diminuiu de 58% em crianças de 2 anos para 44% em jovens de 19 anos.

  • Entre as crianças com obesidade grave, a probabilidade de não serem obesas aos 35 anos foi de 27% em crianças de 2 anos e 6% em jovens de 19 anos.

  • O risco relativo de obesidade aos 35 anos aumentou de acordo com a idade e IMC: de 1,2 em crianças de 2 anos com excesso de peso para 3,1 em jovens de 19 anos com obesidade severa.

  • A maioria dos obesos aos 35 anos obesos não eram obesos quando crianças.

“Estas tendências simuladas são muito interessantes e sugerem que a identificação da obesidade na infância e as intervenções institucionais devem ser altamente priorizadas na tentativa de evitar a obesidade mais tarde na vida”, enfatizam os autores.


Nota da Nutrociencia - "A classificação do IMC em crianças foi ainda utilizando o critério americano de excesso acima do ponto de corte definido como Percentil 95. Nos últimos anos, temos utilizado a classificação com o uso do Z escore, acima de +2, o que equivaleria a aproximadamente o Percentil 97. Utilizando 20% acima do P95, estamos provavelmente ainda com valores menores que o que seriam observados utilizando o Z+3, que é o critério para obesidade grave ou mórbida utilizado pela OMS  (Organização Mundial da ou de Saúde) e SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).  De qualquer forma, este trabalho reforça dados publicados na década de 70 e 80, com o grupo de Martorell e o de Bouchard, que já indicavam que a medida que tivéssemos obesidade mais precoce e por mais tempo, teríamos maiores indices de obesidade na população adulta.  Isto enfatiza a necessidade de prevenção e diagnostico precoce do excesso de peso", esclarece Dr. Mauro Fisberg. 


Referência: Ward ZJ et al. Simulation of growth trajectories of childhood obesity into adulthood. N Engl J Med 2017 Nov 30; 377:2145.

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