Setembro laranja: mês de combate a obesidade infantil

Atualizado: 22 de Out de 2020

31/08/2020


Dia 31 de agosto comemoramos o Dia do Nutricionista e em 1º de setembro o do Professor de Educação Física. Coincidentemente, dois grupos que são pilares para a atuação na conscientização, prevenção e tratamento da obesidade infantil e da adolescência, que são rememorados no mês de setembro, o chamado Setembro Laranja, determinado pela Sociedade de Pediatria de São Paulo.

A obesidade é hoje considerada um flagelo universal, atingindo praticamente todas as regiões do mundo, e alcançando as crianças cada vez mais cedo, de forma intensa e levando a riscos de curto, médio e largo prazo. O excesso de peso está associado a problemas clínicos, com alterações das gorduras corporais, mudança do eixo de gravidade do corpo que leva a modificações de postura, joelhos, coxas e pescoço.

Talvez a mais importante condição que temos na infância é a chance de manter o excesso ou agravar o processo ao longo da vida. Outro aspecto importante é a chance de que a criança com excesso de peso não seja percebida como problema por parte da família e mesmo por profissionais de saúde, por erros de interpretação ou mesmo por uma conduta excessivamente expectante.

Muitas crianças com o problema sofrem assédio que começa dentro da casa, com apelidos inicialmente carinhosos, como fofinho, fortinho, gordinho e que podem evoluir para um quadro que chamamos de gordofobia ou ojeriza ao excesso de peso, mesmo dentro do âmbito familiar. Obviamente que isto pode ser agravado ao longo do tempo e dentro do ambiente escolar.

A curto prazo, crianças e adolescentes com obesidade tendem a ter pior autoestima, podem se isolar ou apresentar maior dificuldade de sociabilização, com o uso de roupas que escondam o excesso de peso. A longo prazo, a obesidade está relacionada ao aumento de risco de doenças cardiovasculares, hipertensão, aumento da resistência insulínica (às vezes considerada como um fator de risco para diabetes) e problemas respiratórios, alérgicos, de sono e outros. Outro aspecto importante é que a obesidade mais grave em adultos tem sido relacionada a maior gravidade da infecção pelo novo coronavírus, aumentando as complicações da Covid-19.

Tudo isto nos leva a repensar que a obesidade e o excesso de peso precisam ser prevenidos o mais precocemente possível, impedindo a chance de associação com outras doenças e com as complicações ao longo do tempo.

Para a prevenção da obesidade, a frase mais comumente repetida por todos os profissionais de saúde é a de que há necessidade